Globalização
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O que é a globalização
Por Eduardo Melo
01.03.2002
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| A globalização tomou a forma actual nos anos 80 com as telecomunicações e as tecnologias de informática e estende-se aos capitais, informação, cultura e consumo. O fenómeno é caracterizado pelo movimento diário de milhões de contos, por computador, nas bolsas de todo o mundo; é poder comprar o mesmo produto em qualquer parte do mundo; é a padronização dos produtos e de marketing a nível mundial, bem como da imagem junto dos consumidores. A desregulamentação financeira e do comércio internacional acelerou a globalização, porque facilitou os movimentos de capitais e de mercadorias entre os blocos económicos. São estimadas, por dia, operações financeiras avaliadas em 1500 mil milhões de dólares (325 mil milhões de contos/1624 mil milhões de euros), o que equivale ao volume do comércio internacional em um ano. Argumentos contra a globalização Os opositores à globalização argumentam que esta gere a exploração da mão-de-obra e dos recursos naturais dos países do Terceiro Mundo e em desenvolvimento. As multinacionais apostam na deslocalização das empresas para os países que oferecem melhores condições de investimento, preço mais baixo da mão-de-obra e menor incidência fiscal sobre a economia e o movimento dos capitais. Essas multinacionais “sem rosto” secam os recursos naturais dos países do Terceiro Mundo e em vias de desenvolvimento e quando os abandonam levam a riqueza, degradam o ambiente e a economia social, denunciam as organizações não governamentais. Os Estados que se queiram impor contra a saída desses conglomerados correm o risco de sofrer sanções económicas por parte das grandes potências ou por parte de organismos internacionais. No topo desses organismos encontram-se o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio, segundo as mesmas organizações não governamentais. Argumentos (dos opositores) a favor da globalização Os opositores à globalização reconhecem que há fortes investimentos que beneficiam o meio ambiente, designadamente na melhoria da tecnologia utilizada por indústrias poluentes. São exemplos da emissão de gazes das indústrias, em geral, e dos automóveis, em particular, para a atmosfera. A indústria automóvel tem evoluído ao nível das várias componentes dos automóveis, utilizando materiais sintéticos e equipamentos mais evoluídos ao nível dos motores, minimizando os efeitos sobre o ar que respiramos. A evolução tecnológica estende-se aos refrigeradores e aparelhos de ar condicionado – reconhecem as organizações não governamentais -, admitindo que se está a criar um mercado ligado à protecção e recuperação ambiental. A lista inclui equipamentos de controlo da poluição, sistemas de coleta, tratamento e reciclagem de resíduos sólidos e líquidos e novas técnicas de produção. Defensores da globalização Para os defensores da globalização, com assento no Fórum Económico Mundial, este é um meio de multiplicar os recursos financeiros – permite expandir os mercados de exportação dos produtos, comprar as matérias-primas nos países cujo preço é mais barato, deslocar as indústrias para os paraísos fiscais, mão-de-obra e capital menos onerosos. Efeitos negativos da globalização Os países industrializados do Primeiro Mundo reconhecem no ambiente o principal efeito da globalização, já que a deslocalização das indústrias para países mais pobres e em desenvolvimento aumenta, nesses países, os gazes emitidos para a atmosfera. |
Fonte: http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=325&id=69051