âBullyingâ
by admin on Mar.08, 2010, under Sociedade
âBullyingâ, ou mais conhecido como violĂȘncia verbal e/ou fĂsica gerada na comunidade escolar, tem vindo a aumentar de ano para ano, cada vez mais intensificada e sem fim Ă vista.
O nome âbullyingâ, que provem do InglĂȘs, foi inserido na nossa lingua hĂĄ relativamente pouco tempo, tĂŁo recente atĂ© que muitos ainda desconhecem tal palavra.
Cerca de 300 casos de âbullyingâ tiveram lugar nas escolas portuguesas, no passado ano lectivo, tendo sido apreendidas cerca de 84 armas de fogo.
A principal causa deste grave problema prende-se Ă divisĂŁo dos jovens em grupos que, por vezes, ridicularizam alunos que, segundo os seus padrĂ”es, sĂŁo considerados inferior aos outros e por isso sĂŁo sujeitos Ă s piadas, Ă s reduçÔes ao ridĂculo e atĂ© Ă violĂȘncia fĂsica. AlĂ©m destes casos, tambĂ©m se verificam situaçÔes de violĂȘncia sexual.
Como qualquer problema, tambĂ©m este tem as suas consequĂȘncias. Desde provocar estados de angĂșstia e raiva atĂ© ao caso extremo da depressĂŁo. A depressĂŁo, por sua vez, pode levar ao suicĂdio, sendo capaz de passar por uma fase de automutilação .
O suicĂdio, embora pareça impensĂĄvel, Ă© ao que muitos jovens recorrem e, sem motivação e capacidade para levantar a moral de novo, Ă© quase impossĂvel de ser evitado.
O âbullyingâ nĂŁo escolhe idades, nem sexos, nem paĂses…
Um exemplo disso passou-se nos EUA, quando um rapazinho de seis anos cuspiu na mesa de uma sua colega e rapidamente retirou da sua mochila uma arma, a qual foi carregada no momento, e disparou contra ela, dizendo ânĂŁo gosto de tiâ! A menina acabou por nĂŁo resistir aos ferimentos e morreu.
Temos outros exemplo, Bernardo, um rapaz que fora apelidado de âmonte de banhasâ acabara a sua aula de E.F. e fora tomar banho; apĂłs sair do duche nĂŁo tinha a roupa pois alguem a tinha escondido e teve que telefonar para a mĂŁe. A mĂŁe fez queixa do sucedido mas o rapaz sofreu as consequĂȘncias da denĂșncia, fora mais uma vez agredido, desta vez violentamente.
Se sofreres de âbullyingâ, nĂŁo dĂȘs importĂąncia e tenta mostrar indiferença Ă s crĂticas, contudo, se as coisas se tornarem piores, procura a ajuda dos teus amigos e profissionais a quem possas contar os problemas. Em casos mais extremos, denuncia os agressores Ă PSP.
Nunca, mas nunca, te isoles do mundo e te tentes conformar com a situação nem nunca caias na tentação da automutilação, pois além de ser um processo de libertares toda a tua raiva de forma dolorosa, irås ficar marcado psicologicamente e fisicamente para sempre.
Para ultrapassar este sĂ©rio problema, nada como ter força de vontade e tentar encarar de frente a situação. JĂĄ se fez algum para tentar controlar este problema mas ainda muito hĂĄ por fazer. A violĂȘncia Ă© um facto comum na nossa sociedade, regida por leis humanas, na teoria, e da selva, na prĂĄtica!