Desemprego passou os 10% em 2009
by admin on Fev.17, 2010, under Desemprego
No final do ano passado, um em cada dez portugueses activos estava desempregado. Esta é a expectativa dos analistas ouvidos ontem pela agência Lusa, antecipando os números que são hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, os economistas avisam que o pior no mercado de trabalho ainda não passou, já que é de esperar um aumento do número de desempregados até meados deste ano.
Se se confirmarem as expectativas dos economistas, significa que a taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais face ao verificado no terceiro trimestre de 2009, fechando a média do ano nos 9,4% – um ponto abaixo do previsto pelo Governo, de acordo com a proposta do Orçamento do Estado para este ano.
Já a expectativa de agravamento da degradação do mercado de trabalho vem ao encontro do que é projectado pelo Executivo, que espera que a média deste ano suba para os 9,8%.
O ponto mais elevado da taxa de desemprego deverá acontecer “na viragem do primeiro para o segundo trimestre” de 2010, disse a economista do BPI, Paula Carvalho. Rui Serra, economista-chefe do Montepio, está mais pessimista, assumindo que o desemprego deverá ter chegado aos 10,4% no final do ano passado, o que implicaria fechar o ano com uma taxa média de 9,6%, acima das previsões do Governo. Para Rui Serra, o desemprego não deverá começar a descer antes do final de 2010.
Os sectores mais penalizados deverão ser a Construção, a Indústria e os trabalhadores com contratos precários, defendem os dois economistas.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/desemprego-passou-os-10-em-2009_81738.html
Maio 3rd, 2010 on 15:18
Despedimento colectivo de 112 trabalhadoes no Casino Estoril
Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente ? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos ?
Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.
E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada nos respondem.
Mas referimo-nos também à Direcção-Geral da Inspecção-Geral de Jogos, entidade a quem cumpre fazer cumprir as normas legais da prática dos jogos, que não hesita em violar os imperativos da Lei nº 10/95, de 19 de Janeiro, para possibilitar à empresa o despedimento dos porteiros da sala de jogos tradicionais.
Maio 3rd, 2010 on 15:21
O administrador do casino estoril é pior que vale azevedo pois parece estar protegido pelo governo só assim se percebe que consiga despedir 130 trabalhadores efectivos e substituilos por outros precários que diz são mais profissionais. A mentalidade deste sr. É do tempo do fascismo porque aonde é que a precaridade é sinal de profissionalismo .E não se investiga este Administrador quando está a colocar todo o negocio na familia e amigos aonde está a judiciaria deste país.