Desiguladades
Desigualdades entre ricos e pobres injustas e imorais, alerta Lino Maia
by admin on Dez.22, 2009, under Desiguladades
Entre os 30 paÃses da OCDE, Portugal é dos mais injustos no que respeita à distribuição dos rendimentos e está entre os primeiros quanto à s diferenças entre ricos e pobres. O presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social, Lino Maia, adianta que esta situação «não é justa nem moral».
O relatório sobre «Crescimento e Desigualdades», esta terça-feira divulgado pela OCDE, revela que em 23 dos 30 paÃses membros desta organização, as desigualdades de rendimentos e o número de pobres aumentaram durante os últimos 20 anos.
Esta situação verifica-se sobretudo nos paÃses mais ricos. É o caso do Canadá, Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Itália e Finlândia
Entre os que os alcançaram alguns avanços estão o México, a Grécia, Austrália e Reino Unido, mas a Dinamarca e a Suécia são os mais justos de todos.
Portugal aparece quase no fundo da lista lado a lado com os Estados Unido.
Nos últimos lugares, onde é maior o fosso entre ricos e pobres estão o México e a Turquia, é também aqui que a mobilidade social é mais baixa e o risco de pobreza é maior.
O relatório demonstra, também, que é nos paÃses com maiores diferenças sociais que os ricos ficaram ainda mais ricos.
A pobreza das crianças é um fenómeno que tem vindo também a aumentar, situando-se acima da média geral.
Alemanha e República checa são os dois paÃses europeus onde esta tendência mais se acentuou.
Em contrapartida, os mais idosos viram os seus rendimentos a aumentar. Para inverter esta tendência, a OCDE apela aos paÃses membros para que criem incentivos para as pessoas trabalharem mais, para que haja melhores salários, porque os números revelam que é nos paÃses com maiores taxas de emprego que existem menos pobres.
O presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social diz que não fica surpreendido com estas conclusões. Lino Maia defende medidas para atenuar o fosso entre ricos e pobres, sublinhando a necessidade de uma nova polÃtica salarial.
«É preciso que as actualizações não sejam uniformemente percentuais, mas que aumentam mais para aqueles que ganham pouco e não tanto aqueles que ganham muito. Já era previsÃvel, nós temos em Portugal, poucos que ganham muito e muitos que ganham muito pouco ou nada. É importante corrigir isto, porque não é justo nem moral», defende.
Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1031976