Trafico
Haiti denuncia tráfico de crianças e órgãos após o sismo
by admin on Fev.01, 2010, under Trafico
O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou esta quinta-feira, que existe tráfico de crianças e de órgãos no país após o terramoto. «Há tráfico de órgãos para crianças e outras pessoas, porque existe uma necessidade para todo tipo de órgãos», afirmou Bellerive numa entrevista à CNN.
O primeiro-ministro haitiano não deu mais pormenores, mas quando a jornalista perguntou se também há tráfico de crianças, Bellerive respondeu: «As informações que eu recebi dizem que sim».
O Governo do Haiti tenta localizar crianças deslocadas e registá-las para entregar a familiares ou entregar para adopção, explicou. Segundo Bellerive, o tráfico de crianças é «um dos maiores problemas» do país.
O primeiro-ministro declarou que está a trabalhar com as embaixadas em Port au Prince para proteger as crianças dos traficantes.
A Unicef também já expressou preocupação com a saída de crianças supostamente órfãs do Haiti sem haver documentação adequada ou sem que os trâmites legais da adopção tenham sido concluídos.
“Alguém já viu a escravidão de Dubai nos power points?” Por Lucio Uberdan
by admin on Jan.25, 2010, under Trafico
No capitalismo todo o aumento de riqueza gerado é diretamente proporcional ao aumento da distância entre os mais ricos e os mais pobres, ou seja, o distanciamento entre aqueles que trabalham e aqueles que vivem da apropriação do trabalho dos outros(as) está na essência do modelo, não sendo esse um desiquilíbrio, mas sim uma normalidade. A fórmula vale para o Brasil e igualmente para última grande miragem midiática chamada de Dubai.
A reportagem “Rachaduras no Paraíso” da Revista Piauí Nº 33, junho de 2009, assinada por Johann Hari, desnuda por completo o “sucesso” de Dubai nos Emirados Árabes Unidos, mostrando que além de Petróleo e excentricidades do xeque Mohammed, existem centenas de milhares de trabalhadores(as) estrangeiros em regime de semi-escravidão, movimentando uma economia frágil, em um país sem democracia e com problemas ambientais gravíssimos.
Na reportagem Johann Hari entrevista Sahinal Monir, 27 anos, natural de Bangladesh, que está a 4 anos em Dubai trabalhando na construção civil, Sahinal foi aliciado em seu vilarejo por uma proposta de trabalho equivalente a U$ 640(dólares/mês), chegando em Dubai teve seu passaporte confiscado pela construtora, prática comum do empresariado local, hoje o jovem trabalha 14h/dia e recebe em torno de U$ 160(dólares/mês) carregando blocos de 50kg numa temperatura que pode chegar a 55°.
Na mesma condição de Sahinal encontram-se mais 300.000 trabalhadores(as) Indianos, que a noite são amontoados em Sanapur (cidade dormitório), onde doze trabalhadores(as) dividem cada quarto, em beliches triplos, sem nenhuma refrigeração(ar condicionado ou ventilador) em condições de higiene baixíssimas.
Moradora de um albergue reservado para trabalhadoras domésticas que tentam fugir de Dubai, Mela Matari, 25 anos, Etíope, relata na reportagem que veio para Dubai “fazer um pé-de-meia”, trabalhando de doméstica em uma família de Australianos, diz que trabalhava “das seis da manhã à uma da madrugada, todos os dias, sem folga. Eles não me pagavam: diziam que iam acertar tudo no final de dois anos”. A jovem fugiu da casa indo pedir apoio no consulado da Etiópia, onde foi orientada a “retornar a casa da patroa para pegar o passaporte”. Mela Matari está a seis meses no albergue estatal sem poder retorna a seu país.
Durante o ano de 2008, Dubai vivenciou inúmeras greves, mesmo sem o direito da Sindicalização, prática proibida no país, dezenas de milhares de trabalhadores(as) cruzaram os braços representando os quase 700 mil imigrantes que trabalham em Dubai, mesmo com forte repressão da policia e do setor patronal a greve persistiu por vários dias e inúmeras empresas tiveram de melhorar salários e infra-estrutura disponibilizada aos operários(as), em especial moradia e a alimentação.
Com a atual crise do capitalismo Dubai começa virar areia, inúmeras imagens ainda hoje circulantes pela internet já estão abandonadas na cidade paraíso, são hotéis vazios, restaurantes fechados. Inúmeros programas da National Geographic ainda reprisados já estão desatualizados, os sonhos filmados do xeque Mohammed já são pesadelos. Mas nada disso passa na grande mídia.
O castelo começa a ruir, seja pela crise do capital, seja pelo descontentamento dos trabalhadores(as) que mais uma vez percebem que coube a eles produzirem a riqueza que será apropriada pelos outros. O desiquilíbrio dessa apropriação indevida é grande.
Leia a reportagem na íntegra no site da Revista Piauí.
População adulta consome mais drogas mas jovens experimentam menos
by admin on Dez.22, 2009, under Trafico
Cannabis, cocaína e ecstasy continuam a ser as substâncias ilícitas preferidas dos portugueses. O aumento moderado do consumo na população em geral é temperado com uma diminuição entre crianças e jovens, indica o relatório A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência 2008, ontem apresentado na Assembleia da República. Nunca o país teve tanta gente em tratamento, mas também não registava há muito tantos óbitos relacionados com drogas.
O estudo comparativo da população recua a 2001, ano em que Portugal descriminalizou o uso de psicoactivos. Entre 2001 e 2007, subiu a prevalência de consumo ao longo da vida de quem tem 15 e 64 anos: passou de oito para 12 a percentagem de quem já consumiu pelo menos uma vez. No mesmo período, porém, o país sofreu uma “descida generalizada das taxas de continuidade de consumos”: de 44 para 31 por cento (excepto no que concerne às anfetaminas e à heroína).
O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), João Goulão, associa o aumento a dois aspectos: “Os consumidores estão a envelhecer e ainda há alguma experimentação entre os mais velhos.” E enfatiza o facto de “a subida não ocorrer no grupo 15-19 anos”.
Sopram sinais de mudança entre adolescentes. No seu seio, “o consumo de drogas, que vinha aumentando desde os anos 90, diminuiu pela primeira vez em 2006″, atesta o relatório. Um estudo feito em 2007 revela que 13 por cento dos alunos de 16 anos usaram cannabis pelo menos uma vez na vida (um a dois por cento, outras substâncias ilícitas). Estabelecendo um paralelismo entre 2003 e 2007, nota-se uma descida em qualquer droga: 18 para 14.
Esta tendência de descida foi constatada em todas as idades. Assim o anuncia outro estudo feito entre alunos dos 13 aos 18 anos. Ao mesmo tempo, “aumentou a percepção do risco do consumo regular das várias drogas, o que indica uma maior informação dos estudantes”. Goulão encontra aqui “um sinal de que as estratégias de prevenção estão a dar os seus resultados”.
O relatório cita ainda uma investigação que aponta para uma redução das prevalências de consumo de qualquer droga dentro das cadeias: de 47 para 36 por cento, comparando 2001 com 2007. E, neste universo, destaca a redução das taxas de consumo pela vida endovenosa.
As más notícias surgem quando se analisa as mortes. Em 2008, registaram-se 16 mortes causadas por dependência de drogas, de acordo com o critério da Lista Europeia Suscita, (que contabiliza apenas as overdoses). O número ascende a 20 se usarmos o protocolo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (o que inclui óbitos causados por “psicoses ligadas ao consumo de droga, toxicodependência, consumo de droga não dependente, intoxicação acidental, suicídio e intoxicação auto-infligida, intoxicação com intenção indeterminada).
O presidente do IDT admite que “é preciso estudar melhor este assunto”. Arrisca, ainda assim, algumas explicações. Por um lado, “uma população mais velha, mais vulnerável, com patologias associadas e, como tal, mais susceptível de ter acidentes com o uso de drogas”. Por outro, as práticas de policonsumo, quando “as drogas podem ter efeitos antagónicos, criar agressões no sistema cardiovascular”. Por fim, Goulão acha que é preciso ter em conta “as recaídas após tratamento ou após saída da prisão”.
O documento contrapõe estas mortes a outras: mantém-se a tendência decrescente de notificações de VIH/sida associadas à toxicodependência. Há, de resto, cada vez mais toxicodependentes em tratamento: no ano passado, havia 38.532 integrados em ambulatório na rede pública, 7010 dos quais novos utentes. E isto leva Goulão a acreditar que, através das equipas de rua, o país está a chegar a quem estava arredado dos serviços.
Tráfico de humanos lucra US$ 30 mil por pessoa
by admin on Dez.20, 2009, under Trafico
As redes criminosas que traficam seres humanos lucram até US$ 30 mil por pessoa aliciada. No ano, o montante chega a US$ 9 bilhões.
As informações constam de um relatório divulgado nesta quarta-feira, em Brasília, pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC). O documento identificou as principais características das pessoas aliciadas, os países com maior número de vítimas e os destinos mais freqüentes.
Hoje, o tráfico de seres humanos só perde em rentabilidade para o comércio ilegal de drogas e armas, porém, o estudo afirma que a venda de seres humanos é geralmente administrada por criminosos associados aos entorpecentes, segundo o UNODC.
“A questão da exploração humana diz respeito tanto às nações mais pobres, quanto às mais ricas, que constituem o principal mercado consumidor”, afirma o relatório. O tráfico de seres humanos aumentou em todo o mundo nos últimos anos, principalmente nos países do antigo bloco socialista europeu.
Das dez nações com maior número de vítimas, seis são do leste da Europa (Rússia, Ucrânia, Moldávia, Romênia, Albânia e Bielorússia), três da Ásia (China, Mianmar e Tailândia) e uma da África (Nigéria).
Já os destinos mais freqüentes das pessoas aliciadas concentram-se nos países desenvolvidos. Segundo o UNODC, seis dos principais rumos das vítimas estão na Europa (Alemanha, Itália, Holanda, Grécia, Bélgica e Turquia), dois na Ásia (Japão e Índia) e um na América do Norte (Estados Unidos).
O documento afirma que 83% dos casos de tráfico de seres humanos envolvem mulheres, sendo que 48% são menores de 18 anos. Já os homens, representam apenas 4% do total, “e quando isso acontece ele costuma ser refugiado ou imigrante ilegal”, aponta o estudo.
Os números apresentados no relatório do UNODC apontam a principal finalidades do tráfico de seres humanos. Em 92% dos casos analisados, as vítimas foram “recrutadas” para servirem à exploração sexual.