Desabafos

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Faltam alimentos para não passarmos fome em 2050

by admin on Set.04, 2010, under Fome

Em quatro décadas a Terra vai ter que alimentar nove mil milhões de bocas. Para Cary Fowler, director executivo do Global Crop Diversity Trust, o maior desafio não é a urbanização ou a falta de terreno agrícola, mas as alterações climáticas que vão exigir novas variedades de alimentos capazes de resistir ao calor e à seca. A salvação pode estar na natureza.

O norte-americano Cary Fowler não tem dúvidas: é necessário adaptar as culturas agrícolas que temos aos tempos que vêm aí. Ou escolhermos outras, que hoje não reconheceríamos se estivessem nos nossos pratos, se forem mais resistentes ao clima que cada região vai viver nas próximas décadas. A alternativa é vermos a produção decair e tornar-se mais cara. Tendo em conta que em 2050 a estimativa média da população mundial vai ser de nove mil milhões de pessoas – um terço a mais do que quando aterrámos no novo milénio – e a necessidade de comida vai subir 70 por cento do que é hoje, a alternativa é a fome.

O Governo britânico está preocupado com esta questão e decidiu olhar para todos os factores que vão influenciar a alimentação mundial. Saíram por isso recentemente 21 artigos de revisão na revista científica britânica Philosophical Transactions of the Royal Society B, acessíveis a todos.

O prefácio, escrito por John Beddington, o principal conselheiro científico do Governo, diz que “o desafio não é apenas aumentar a produção de uma forma sustentável, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa e preservando a biodiversidade”. É também necessário “tornar o sistema dos alimentos mais resiliente à volatilidade, tanto económica como climática”.

A avaliação global dos 21 artigos dá uma perspectiva ligeiramente animadora do futuro da alimentação. Uma visão não partilhada pelo director executivo da Global Crop Diversity Trust – uma parceria público-privada para a manutenção da diversidade biológica das variedades de culturas agrícolas, que recebe dinheiro de vários países e de fundações como a Rockefeller ou a Bill & Melinda Gates.

“Acho muito interessante que os economistas façam projecções sobre 2050 e digam coisas como “o mundo tem de produzir mais comida”. Do meu ponto de vista, não há nada de automático nisso”, disse Cary Fowler em conversa com o PÚBLICO quando esteve em Lisboa, para dar uma palestra no 28.º Congresso Internacional de Horticultura. “O mundo não precisa de produzir mais comida para a nossa espécie, as culturas agrícolas são domesticadas, não são selvagens, dependem de nós para se adaptarem a novas condições.”

Em 1950, quando Fowler nasceu, a população mundial ainda não tinha chegado aos três mil milhões. Mas, desde aí, apesar da terra cultivada só ter aumentado dez por cento, a comida por pessoa aumentou 23 por cento, mesmo que a população seja hoje mais do dobro. As desigualdades na distribuição é que fazem com que um sétimo da humanidade passe fome e outro sétimo tenha comida a mais. Como é que isto é possível? “A terra com agricultura irrigada duplicou, a quantidade de água utilizada triplicou, a quantidade de fertilizantes é 23 vezes mais, a quantidade de pesticida é 53 vezes mais”, explicou o especialista.

Não será possível continuar simplesmente a dedicar cada vez mais terra à produção de alimentos. A agricultura tornou-se intensiva, o que permitiu um rendimento muito maior, mas este impulso não é infinito. “Não vejo que possamos produzir alimentos da mesma forma no futuro, porque a água, a terra, a energia e os fertilizantes não vão estar disponíveis como estiveram no passado. Para mim, isso devolve a questão à agronomia, às práticas agrícolas e à reprodução de plantas”, apontou Fowler.
O artigo da Royal Society dedicado às alterações climáticas, apesar de ter inúmeras referências a projecções relacionadas com o aumento de temperatura, a variabilidade da precipitação ou o aumento de dióxido de carbono na atmosfera, defende que não existem dados suficientes para se saber quais os impactos reais destes factores. Outro artigo, que se concentra no futuro do rendimento das culturas, conclui que em 2050 o rendimento por unidade de área vai ser entre 50 e 75 por cento maior do que em 2007. Os autores calcularam o rendimento das culturas mundiais tendo em conta modelos de crescimento, o efeito das concentrações do dióxido de carbono e do ozono.Cenário negro

Cary Fowler contrapõe com exemplos para mostrar um cenário mais negro. “Se a temporada de crescimento agrícola for mais quente, com picos de calor em certos momentos, os agricultores vão querer alterar as datas de plantação para evitar estes picos. Será que a chuva também virá em alturas diferentes?” Outro exemplo: “Para o arroz, o aumento de um grau na temperatura nocturna diminui a produção em dez por cento, e ninguém está à espera de uma subida de apenas um grau.” O calor também afecta os polinizadores, o que potencialmente pode contribuir para a redução do rendimento das plantações.

Neste momento, a meta para o Global Crop Diversity Trust e para os investigadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, com quem a organização colabora, é 2030, um ano para o qual já existem dados sobre os efeitos das alterações climáticas. “Podemos esperar uma diminuição na produção de milho no Sul de Ãfrica se tivermos as mesmas culturas de hoje. O milho é a principal cultura da região, totalizando 50 por cento da nutrição”, disse Fawlor, acrescentando que, se nada se alterar, aquelas populações vão enfrentar crises alimentares enormes.

A alternativa é começar agora à procura de novas variedades, de plantas selvagens que sejam parentes das culturas que produzimos e que vivam naturalmente em zonas extremas, onde já estão habituadas à seca e ao calor. “Precisamos de recolher estas plantas porque temos de ser capazes de as utilizar no futuro para a reprodução e isso demora pelo menos dez anos”, contabiliza o investigador. Serão necessários mais dez anos para estas novas variedades estarem prontas para o cultivo.

As novas culturas podem estar em qualquer lugar, nas margens de desertos, em montanhas. O norte-americano defende que uma comitiva de investigadores devia olhar para as mais diversas culturas que são produzidas pelos países e para os seus parentes selvagens. “Acho que se voltarmos a Portugal daqui a cem anos, as dietas não serão as mesmas”, adivinhou o cientista, apontando o inhame, o sorgo ou as chícharas como alimentos com possibilidade de estarem na ementa do futuro (ver caixa). Algumas culturas poderão aumentar na produção mundial do futuro, outras poderão diminuir. O importante será salvaguardar estes tesouros naturais até serem necessários.

Para uma empreitada destas seria necessário um esforço global, e isso continua a ser um problema. “Os líderes mundiais só respondem a problemas de curto prazo, temos uma liderança mundial que é bastante ignorante e despreocupada com a fundação biológica da civilização, que é a agricultura. É muito perigoso quando a sociedade assume que vai tudo correr bem”, defendeu.

O especialista refere que, mais uma vez, são os países em desenvolvimento, muitos deles produtores de alimentos para o mundo ocidental, que podem pagar o preço mais alto – mesmo que a sua responsabilidade nas alterações climáticas seja menor.

“Eu apostaria que entre hoje e 2030 vamos viver aquilo que os media descrevem como crises alimentares. Tivemos uma pequena crise há dois anos [referindo-se à escalada dos preços do arroz em 2008], mas essa não foi nada comparando com o que está para acontecer.”

http://www.publico.pt/Mundo/faltam-alimentos-para-nao-passarmos-fome-em-2050_1454150?p=1

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1 000 000 000 Vamos ficar zangados

by admin on Mai.28, 2010, under Fome

Uma em cada seis pessoas no mundo passa fome. Todos os dias cinquenta mil crianças morrem à fome. Indignação e mobilização são as palavras de ordem. Se ainda não assinou a petição da FAO que exige dos governos um esforço concreto para erradicar este flagelo, concentre-se nesta ideia: mil milhões de famintos. Dia a dia, sem fim à vista. É impossível não ficar zangado
Uma em cada seis pessoas no mundo passa fome. Todos os dias cinquenta mil crianças morrem à fome. Indignação e mobilização são as palavras de ordem. Se ainda não assinou a petição da FAO que exige dos governos um esforço concreto para erradicar este flagelo, concentre-se nesta ideia: mil milhões de famintos. Dia a dia, sem fim à vista. É impossível não ficar zangado

Em pleno século XXI, mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo (con)vivem diariamente com fome. Inaceitável? Sim, mas real. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), só em 2009 o número de famintos aumentou na ordem dos 105 milhões, em comparação a 2008, atingindo um total de 1.017 mil milhões de pessoas.

Escusado será dizer que a Ãsia e o Pacífico, com 642 milhões de famintos, e a Ãfrica subsariana, com 265 milhões, são as regiões do globo mais afectadas. Seguem-se a América Latina e o Caribe, com 53 milhões, o Oriente Próximo e Norte de Ãfrica, com 42 milhões, e os países desenvolvidos, com 15 milhões.

Os números traduzem um flagelo que afecta uma em cada seis pessoas no mundo. E que mata diariamente cinquenta mil crianças. Segundo o director geral da FAO, Jacques Diouf, que admitiu tratar-se de uma situação “muito difícilâ€, o agravamento desta realidade resulta, obviamente, da crise económica e do aumento dos preços dos alimentos, nos últimos três anos.

A organização acredita que é necessário aumentar a produção agrícola mundial em setenta por cento, para alimentar a população mundial (9 mil milhões de pessoas) até 2050. Mas é sabido que o problema actual não reside na falta de alimentos. Produz-se hoje em quantidade suficiente para manter alimentada e saudável toda a população mundial. Porque há, então, tanta fome?

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A sociedade é responsável pelas causas da pobreza

by admin on Abr.23, 2010, under Fome

Ganha cada vez maior força a certeza de que a sociedade é a grande responsável pelas causas da pobreza. O grave da questão é os responsáveis não quererem ver o mal que têm feito, cada vez mais difícil de sarar. ‘É tempo de nos interrogarmos sobre o que é ou não a pobreza’ afirmou, no Solar dos Peixotos, em Viseu, Bruto da Costa. Falava no âmbito das conferências subordinadas ao tema ‘Novas Respostas a Novos Desafios’, levadas a efeito pelas Fundações do Inatel e de Mário Soares. Bruto da Costa, na explanação das suas ideias, adiantou que hoje é necessário encarar a pobreza de frente, embora tivesse reconhecido que a sociedade não está preparada para acolher as medidas necessárias para erradicar algumas das moléstias que se foram avolumando, o que obriga a ter outros procedimentos para que os pobres não fiquem ainda mais pobres. A ciência rompeu barreiras, quebrou tabus. Mas quais as ‘Novas Respostas da Ciência’ e que ‘Novas Éticas’? Até aqui quase só palavras.

Só palavras. Na verdade, ‘apesar de progresso persistem profundas desigualdades sociais’. Daí a actualização da palestra de Bruto da Costa sobre ‘Novas Respostas à Exclusão Social’, que tardam a ser verdadeiramente implementadas. A sessão foi extremamente participada, lotando por completo o salão. Mas será que todos saíram da reunião mais esclarecidos sobre e para os problemas da miséria? Nenhuma das pessoas que aderiram à iniciativa estava nesse rol, a menos que a sua ‘miséria’ seja outra (…). De qualquer forma é de elogiar a iniciativa que levou ao salão da Assembleia Municipal muita gente, sobretudo jovens, o que ‘é estimulante’. Oxalá, e perdoem-nos a ‘liberdade’ de expressão, que não tenham estado ali apenas para serem vistos, marcando presença… O orador disse que a lei mais completa para combater a mendicância e a errância foi a ‘Lei das Sesmarias’. Lei que obrigava a que todos trabalhassem.

Quem não o quisesse fazer ‘só tinha uma saída: abandonar o país’. Foi promulgada em Santarém a 28 de Maio de 1375, durante o reinado de D. Fernando. Hoje paga-se para não trabalhar… As únicas entidades que procuraram combater o ‘flagelo’ da pobreza, em todos os sentidos, desde o monetário ao cultural foram as ordens religiosas e as diversas instituições de origem cristã, que chegaram onde o estado nunca foi capaz de o fazer com a mesma ou semelhante eficiência. ‘Cultura básica de bem-estar… O Estado que resolva’ Bruto da Costa não ‘sabe’ explicar porque é que a pobreza continua a existir em Portugal em tão larga escala. Porém, pensando bem, uma das ‘razões’ pode assentar no facto de a ‘sociedade portuguesa desenvolver a cultura básica de bem estar’, deixando que o ‘Estado resolva’… A ‘persistência da pobreza desencadeou um fenómeno de habituação’. Um terço da população ‘atribui à pobreza um carácter fatalista’, outro terço diz que ser pobre se fica a dever ‘à preguiça’… No entender de Bruto da Costa a sociedade não está preparada para enfrentar ‘as medidas necessárias’. Duvida-se da ‘autenticidade dos poderes’.

O combate à fraude e a ‘emergência da cultura consumista atinge a própria noção de justiça’. Talvez por se misturar a ideologia e o fundamentalismo do mercado ou o cariz individualista com o facto da taxa de pobreza continuar a agravar-se, por falha da ‘política redistributiva’. Pensa que ‘é tempo de nos interrogarmos sobre o que é ou não a pobreza’, certo de que as suas ‘causas estão na sociedade’. O tempo da miséria ser ‘cultivada com ternura’ já ‘perdeu o seu tempo’. Subindo a outros patamares, adiantou que ‘com a globalização chegou o fim da geografia’, colocando em permanência o ‘clima de incertezas e de insegurança’. A isto tudo junta-se o ‘egoísmo’ e as deficientes ‘estruturas do poder’, com os ‘mais fortes a quererem ainda mais domínio’. E poder. A ‘revalorização do bem comum’ e a ‘existência de uma autoridade capaz de o promover’ nunca foi tão importante.

Fonte: http://www.noticiasdeviseu.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1243:a-sociedade-e-responsavel-pelas-causas-da-pobreza&catid=52:local&Itemid=53

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“Bullyingâ€

by admin on Mar.08, 2010, under Sociedade

“Bullyingâ€, ou mais conhecido como violência verbal e/ou física gerada na comunidade escolar, tem vindo a aumentar de ano para ano, cada vez mais intensificada e sem fim à vista.
O nome “bullyingâ€, que provem do Inglês, foi inserido na nossa lingua há relativamente pouco tempo, tão recente até que muitos ainda desconhecem tal palavra.
Cerca de 300 casos de “bullying†tiveram lugar nas escolas portuguesas, no passado ano lectivo, tendo sido apreendidas cerca de 84 armas de fogo.
A principal causa deste grave problema prende-se à divisão dos jovens em grupos que, por vezes, ridicularizam alunos que, segundo os seus padrões, são considerados inferior aos outros e por isso são sujeitos às piadas, às reduções ao ridículo e até à violência física. Além destes casos, também se verificam situações de violência sexual.
Como qualquer problema, também este tem as suas consequências. Desde provocar estados de angústia e raiva até ao caso extremo da depressão. A depressão, por sua vez, pode levar ao suicídio, sendo capaz de passar por uma fase de automutilação .
O suicídio, embora pareça impensável, é ao que muitos jovens recorrem e, sem motivação e capacidade para levantar a moral de novo, é quase impossível de ser evitado.
O “bullying†não escolhe idades, nem sexos, nem países…
Um exemplo disso passou-se nos EUA, quando um rapazinho de seis anos cuspiu na mesa de uma sua colega e rapidamente retirou da sua mochila uma arma, a qual foi carregada no momento, e disparou contra ela, dizendo “não gosto de tiâ€! A menina acabou por não resistir aos ferimentos e morreu.
Temos outros exemplo, Bernardo, um rapaz que fora apelidado de “monte de banhas†acabara a sua aula de E.F. e fora tomar banho; após sair do duche não tinha a roupa pois alguem a tinha escondido e teve que telefonar para a mãe. A mãe fez queixa do sucedido mas o rapaz sofreu as consequências da denúncia, fora mais uma vez agredido, desta vez violentamente.
Se sofreres de “bullyingâ€, não dês importância e tenta mostrar indiferença às críticas, contudo, se as coisas se tornarem piores, procura a ajuda dos teus amigos e profissionais a quem possas contar os problemas. Em casos mais extremos, denuncia os agressores à PSP.
Nunca, mas nunca, te isoles do mundo e te tentes conformar com a situação nem nunca caias na tentação da automutilação, pois além de ser um processo de libertares toda a tua raiva de forma dolorosa, irás ficar marcado psicologicamente e fisicamente para sempre.
Para ultrapassar este sério problema, nada como ter força de vontade e tentar encarar de frente a situação. Já se fez algum para tentar controlar este problema mas ainda muito há por fazer. A violência é um facto comum na nossa sociedade, regida por leis humanas, na teoria, e da selva, na prática!

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Desemprego passou os 10% em 2009

by admin on Fev.17, 2010, under Desemprego

No final do ano passado, um em cada dez portugueses activos estava desempregado. Esta é a expectativa dos analistas ouvidos ontem pela agência Lusa, antecipando os números que são hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, os economistas avisam que o pior no mercado de trabalho ainda não passou, já que é de esperar um aumento do número de desempregados até meados deste ano.

Se se confirmarem as expectativas dos economistas, significa que a taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais face ao verificado no terceiro trimestre de 2009, fechando a média do ano nos 9,4% – um ponto abaixo do previsto pelo Governo, de acordo com a proposta do Orçamento do Estado para este ano.

Já a expectativa de agravamento da degradação do mercado de trabalho vem ao encontro do que é projectado pelo Executivo, que espera que a média deste ano suba para os 9,8%.

O ponto mais elevado da taxa de desemprego deverá acontecer “na viragem do primeiro para o segundo trimestre” de 2010, disse a economista do BPI, Paula Carvalho. Rui Serra, economista-chefe do Montepio, está mais pessimista, assumindo que o desemprego deverá ter chegado aos 10,4% no final do ano passado, o que implicaria fechar o ano com uma taxa média de 9,6%, acima das previsões do Governo. Para Rui Serra, o desemprego não deverá começar a descer antes do final de 2010.

Os sectores mais penalizados deverão ser a Construção, a Indústria e os trabalhadores com contratos precários, defendem os dois economistas.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/desemprego-passou-os-10-em-2009_81738.html

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Haiti denuncia tráfico de crianças e órgãos após o sismo

by admin on Fev.01, 2010, under Trafico

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou esta quinta-feira, que existe tráfico de crianças e de órgãos no país após o terramoto. «Há tráfico de órgãos para crianças e outras pessoas, porque existe uma necessidade para todo tipo de órgãos», afirmou Bellerive numa entrevista à CNN.

O primeiro-ministro haitiano não deu mais pormenores, mas quando a jornalista perguntou se também há tráfico de crianças, Bellerive respondeu: «As informações que eu recebi dizem que sim».

O Governo do Haiti tenta localizar crianças deslocadas e registá-las para entregar a familiares ou entregar para adopção, explicou. Segundo Bellerive, o tráfico de crianças é «um dos maiores problemas» do país.

O primeiro-ministro declarou que está a trabalhar com as embaixadas em Port au Prince para proteger as crianças dos traficantes.

A Unicef também já expressou preocupação com a saída de crianças supostamente órfãs do Haiti sem haver documentação adequada ou sem que os trâmites legais da adopção tenham sido concluídos.

Fonte: http://diario.iol.pt/internacional/haiti-trafico-de-criancas-orgaos-tvi24-ultimas-noticias/1135410-4073.html

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Consumismo Exagerado

by admin on Jan.30, 2010, under Sociedade

A sociedade moderna desenvolveu uma capacidade de consumir em proporções alarmantes. Em alguns países, como nos Estados Unidos, se consome de tudo e de forma desproporcional às necessidades. Os americanos são induzidos a gastar em ritmo frenético, pois o consumismo é o motor da sua economia. Pode ser que esse modelo econômico tenha ajudado o país a se transformar em uma potência mundial, porém, o custo para o planeta tem sido descomunal.

Se a população dos outros países tivesse os mesmos hábitos dos americanos o nosso planeta não teria capacidade para suprir as necessidades de insumos e energias que seriam demandadas. A situação é tão absurda que para os americanos viverem essa farra só é possível porque a maior parte do resto do mundo vive na miséria ou muito próximo dela.

Esse estilo americano de ser, tão decantado em filmes e músicas, começa a cobrar um preço muito alto de todos nós. O que parecia ser bom, com o comércio mundial gerando troca de riqueza para os países produtores, transformou-se em uma camisa de força para os governos, impedindo-os de tomar providências para minimizar as conseqüências negativas para o meio ambiente.

Mas esse problema de consumir além do necessário não é uma questão exclusiva dos norte-americanos.

Sociedades de outros países incentivaram seus integrantes a buscar o status social através da sua capacidade de compra, levando as suas populações a um “stress consumista†sem precedente na história da humanidade.

O excesso de consumismo explorou os recursos naturais em proporções maiores que a sua capacidade de regeneração levando o meio ambiente a um esgotamento muito perigoso e de difícil reversão.

Para o nosso planeta isso foi trágico, e disparou uma onda de catástrofes em vários lugares, impactando a vida das pessoas, flora e fauna.

Florestas cederam espaço para a agricultura e a criação de rebanhos, a exploração e o transporte de petróleo contaminaram terras, rios e mares, e a extração de minérios afetou de forma irreversível a vida no entorno desses lugares. Esses são só alguns exemplos do descaso do homem com o seu habitat.

Tudo que é produzido em algum momento terá de ser descartado, e aí começa a segunda grande agressão ao meio ambiente. O volume de lixo e entulho produzido pela sociedade moderna vem crescendo de forma vertiginosa. Não há mais espaço para depositá-lo e o seu acúmulo contamina os solos, rios, mares e lençóis freáticos.

Essa situação tem levado as outras espécies à extinção e ao colapso. Mais de cem espécies de animais ou plantas desaparecem, em definitivo, por dia.

A devastação é impressionante. Não há paralelo em qualquer época da história. Estamos eliminando a vida na Terra, até não sobrar nada nem ninguém.

Estamos chegando ao nosso limite. O clima nos dá sinais, diariamente, de que fomos longe demais. Haverá tempo para recuarmos? Estamos dispostos a fazê-lo? São perguntas que governos e sociedades terão de responder agora.

Cabe a nós tomar uma atitude para sairmos da inércia e do comodismo e, assim, deixarmos de pensar que o problema não é conosco e começarmos a agir. Os líderes primeiro, incentivando os outros a segui-los e mostrando o novo caminho que terá de ser trilhado para que haja vida para nossos filhos, netos e para que as gerações futuras tenham um lugar digno para viver.

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Escravidão infantil envolve 400 milhões de crianças no mundo

by admin on Jan.27, 2010, under Sociedade

 Esta realidade envolve atualmente 400 milhões de crianças. Os dados são de organizações humanitárias, que indicam também que os menores representam mais de 10% do potencial de mão-de-obra no mundo.

Essas crianças geram cerca de 13 milhões de euros anuais ao Produto Interno Bruto mundial. As organizações denunciam, em particular, que poderosas empresas multinacionais famosas em todo o mundo, com produções que vão desde automóveis e roupas até bebidas e tênis, são consideradas culpadas. Elas “exploram meninos e meninas nos países pobres com subcontratos para diminuir o preço da mercadoria que é vendida em outros lugares e da qual aquelas crianças nunca poderão usufruir”.

O Movimento Cultural Cristão Espanhol diz que é vergonhoso, em pleno século XXI, presenciar a escravidão infantil, guerras, prostituições, exploração de trabalho, fome e maus-tratos. Na Espanha, dois milhões de crianças vivem abaixo da linha de pobreza. Dessas, entre 500 mil e um milhão são obrigadas a trabalhar, abandonando o lazer e a escola”.

Ainda para o Movimento Cristão, “a escravidão infantil é o maior problema trabalhista e, portanto, sindical do mundo. Apesar disso, o sindicalismo internacional e os partidos políticos, inclusive aqueles espanhóis, não se preocupam com tais questões. Para eles, a escravidão infantil não existe”. Ao contrário, acrescenta, “a escravidão infantil é um holocausto planetário em crescimento”.

O documento do Movimento Cristão ressalta que a escravidão infantil se transformou em um instrumento de guerra comercial internacional. As crianças e os adolescentes formam o grupo de trabalhadores mais vulnerável e menos protegido. O problema é considerado moral e político e pode encontrar soluções graças a “uma política de solidariedade”.

No dia de hoje, a proposta é lutar pela abolição total da escravidão infantil e contra o desemprego e a precariedade do trabalho imposta aos adultos.

A escolha do 16 de abril como Dia Mundial contra a Escravidão Infantil não é casual. Nesta data, no ano de 1995, morreu Iqbal Masih, um menino de 12 anos assassinado pela máfia têxtil do Paquistão porque tinha denunciado explorações. Ele foi vendido como escravo pelo próprio pai, aos quatro anos de idade, em troca de US$ 12. Ao fugir da fábrica de tapetes onde trabalhava, tornou-se porta-voz do drama das crianças trabalhadoras de todo o mundo.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=257371

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“Alguém já viu a escravidão de Dubai nos power points?†Por Lucio Uberdan

by admin on Jan.25, 2010, under Trafico

No capitalismo todo o aumento de riqueza gerado é diretamente proporcional ao aumento da distância entre os mais ricos e os mais pobres, ou seja, o distanciamento entre aqueles que trabalham e aqueles que vivem da apropriação do trabalho dos outros(as) está na essência do modelo, não sendo esse um desiquilíbrio, mas sim uma normalidade. A fórmula vale para o Brasil e igualmente para última grande miragem midiática chamada de Dubai.

A reportagem “Rachaduras no Paraíso†da Revista Piauí Nº 33, junho de 2009, assinada por Johann Hari, desnuda por completo o “sucesso†de Dubai nos Emirados Ãrabes Unidos, mostrando que além de Petróleo e excentricidades do xeque Mohammed, existem centenas de milhares de trabalhadores(as) estrangeiros em regime de semi-escravidão, movimentando uma economia frágil, em um país sem democracia e com problemas ambientais gravíssimos. 

Na reportagem Johann Hari entrevista Sahinal Monir, 27 anos, natural de Bangladesh, que está a 4 anos em Dubai trabalhando na construção civil, Sahinal foi aliciado em seu vilarejo por uma proposta de trabalho equivalente a U$ 640(dólares/mês), chegando em Dubai teve seu passaporte confiscado pela construtora, prática comum do empresariado local, hoje o jovem trabalha 14h/dia e recebe em torno de U$ 160(dólares/mês) carregando blocos de 50kg numa temperatura que pode chegar a 55°. 

Na mesma condição de Sahinal encontram-se mais 300.000 trabalhadores(as) Indianos, que a noite são amontoados em Sanapur (cidade dormitório), onde doze trabalhadores(as) dividem cada quarto, em beliches triplos, sem nenhuma refrigeração(ar condicionado ou ventilador) em condições de higiene baixíssimas.

 Trabalhadores Imigrantes 

Moradora de um albergue reservado para trabalhadoras domésticas que tentam fugir de Dubai, Mela Matari, 25 anos, Etíope, relata na reportagem que veio para Dubai “fazer um pé-de-meiaâ€, trabalhando de doméstica em uma família de Australianos, diz que trabalhava “das seis da manhã à uma da madrugada, todos os dias, sem folga. Eles não me pagavam: diziam que iam acertar tudo no final de dois anosâ€. A jovem fugiu da casa indo pedir apoio no consulado da Etiópia, onde foi orientada a “retornar a casa da patroa para pegar o passaporteâ€. Mela Matari está a seis meses no albergue estatal sem poder retorna a seu país. 

Durante o ano de 2008, Dubai vivenciou inúmeras greves, mesmo sem o direito da Sindicalização, prática proibida no país, dezenas de milhares de trabalhadores(as) cruzaram os braços representando os quase 700 mil imigrantes que trabalham em Dubai, mesmo com forte repressão da policia e do setor patronal a greve persistiu por vários dias e inúmeras empresas tiveram de melhorar salários e infra-estrutura disponibilizada aos operários(as), em especial moradia e a alimentação. 

Com a atual crise do capitalismo Dubai começa virar areia, inúmeras imagens ainda hoje circulantes pela internet já estão abandonadas na cidade paraíso, são hotéis vazios, restaurantes fechados. Inúmeros programas da National Geographic ainda reprisados já estão desatualizados, os sonhos filmados do xeque Mohammed já são pesadelos. Mas nada disso passa na grande mídia. 

O castelo começa a ruir, seja pela crise do capital, seja pelo descontentamento dos trabalhadores(as) que mais uma vez percebem que coube a eles produzirem a riqueza que será apropriada pelos outros. O desiquilíbrio dessa apropriação indevida é grande. 

Leia a reportagem na íntegra no site da Revista Piauí.

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Sem-abrigo em Portugal

by admin on Jan.15, 2010, under Fome

Sem-abrigo em Portugal

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