Mais pobres suportam austeridade
by admin on Jan.07, 2012, under Desiguladades
São os mais pobres que estão a fazer mais sacrifÃcios para pagar a crise. A conclusão é de um estudo da Comissão Europeia que analisa a distribuição dos efeitos das medidas de austeridade por seis paÃses em dificuldades: Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda, Estónia e Reino Unido.
As medidas de austeridade tomadas pelo Governo português, para além de estarem distribuÃdas de forma desigual entre ricos e pobres, fizeram subir o risco de pobreza, particularmente entre idosos e jovens.
O relatório de Bruxelas revela que Portugal “é o único paÃs com uma distribuição claramente regressiva”, ou seja, em que os pobres estão a pagar mais do que os ricos quando se aplica a austeridade. Exemplo disso é o rendimento disponÃvel das famÃlias. Nos escalões mais pobres, o orçamento de uma famÃlia com crianças sofreu um corte de 9%, ao passo que uma famÃlia rica nas mesmas condições perdeu 3% do rendimento disponÃvel.
Os dados mostram que Portugal é o único paÃs analisado em que “a percentagem do corte [devido à s medidas de austeridade] é maior nos dois escalões mais pobres da sociedade do que nos restantes”. A Grécia, que tem tido repetidos pacotes de austeridade, apresenta uma maior equidade nos sacrifÃcios implementados.
Dos 3% do rendimento disponÃvel que as medidas de austeridade vieram retirar aos portugueses, a fatia de leão é suportada por reformados e por pensionistas, seguindo-se o aumento dos impostos, que é suportado essencialmente pela classe média, e os cortes nos salários e subsÃdios dos funcionários públicos respondem pelo resto.
Uma situação que coloca a classe média sob pressão e faz subir o risco de pobreza de 18,5% para 20,5% da população.
ALEMANHA APOIA CORTES VIOLENTOS EM ESPANHA
O governo alemão deixou ontem elogios às medidas de austeridade aplicadas pelo novo executivo espanhol de Mariano Rajoy.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, manifestou o “grande respeito” do executivo de Angela Merkel pela decisão que “envolve cortes dolorosos e inevitáveis”. Westerwelle diz que “o facto de Espanha não cumprir o défice de 6% em 2011 mostra que tem necessidade de um processo consistente de consolidação”.
GRÉCIA EXIGE NOVO RESGATE OU SAI DO EURO
O Governo grego avisou ontem que o paÃs pode ser forçado a deixar a Zona Euro caso não chegue a acordo com o BCE e o FMI para um novo plano de resgate financeiro, depois da primeira ajuda de 130 mil milhões de euros, em Outubro. “Este segundo acordo de empréstimo deverá ser assinado. Caso contrário, estaremos fora dos mercados e fora do euro”, declarou um porta-voz da equipa de Lucas Papademos, que inicia as negociações este mês.
“RICOS TÊM OBRIGAÇÃO DE CONTRIBUIR MAIS”
Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas, não se mostrou surpreendido com as conclusões do relatório da Comissão Europeia, que aponta Portugal como o paÃs onde as medidas de austeridade foram mais exigentes para os mais pobres.
“Só confirma o que temos vindo a alertar nos últimos anos. A riqueza está na mão de poucos, e a maioria, que contribui para a criação dessa riqueza, vive uma situação de injustiça gritante”, comentou ao CM, reclamando ao Governo medidas para inverter a situação: “Os ricos têm obrigação de contribuir mais para a solução da crise.”
Para o presidente da Cáritas, a injustiça é ainda maior porque “algumas riquezas foram obtidas de uma forma pouco clara”.
Recuperando os últimos dados sobre a pobreza na Europa, Eugénio Fonseca lamentou ainda que “Portugal já seja o paÃs com maiores assimetrias entre ricos e pobres”.
A situação em Portugal, acrescentou, é dramática, e contesta que apenas 20% da população esteja em risco de pobreza. “Não há estatÃstica que resista ao que está a acontecer. De 2005 a 2008, passámos de 20% para 17,8% da população em risco porque o Estado fez mais transferências sociais. Se não fosse o Estado Social, esse número seria de 43%”, referiu, contrariando a Comissão Europeia: “Diz que passámos a barreira dos 20%, mas somos muito mais.”
330 MIL COM AJUDA PARA COMER
O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu 2950 toneladas de alimentos na última campanha, realizada em Novembro do ano passado. Os géneros alimentares começaram de imediato a ser distribuÃdos a mais de duas mil Instituições de Solidariedade Social, que os entregam a cerca de 330 mil pessoas com carências alimentares comprovadas. Segundo o Banco Alimentar Contra a Fome, foram distribuÃdas ao longo de 2010 cerca de 26 567 toneladas de alimentos.
Fonte:Â http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/mais-pobres-suportam-austeridade
Há mais de 20 milhões de desempregados na Europa
by admin on Nov.14, 2011, under Desemprego
A taxa de desemprego na zona euro atingiu os 8,9% em Março, o valor mais elevado desde 2005, anunciou hoje o Eurostat. Na UE a 27 há agora mais de 20 milhões de desempregados.
Segundo as estimativas do Gabinete Europeu de EstatÃstica (Eurostat), em Março um total de 20,15 milhões de pessoas estavam desempregadas na União Europeia, enquanto que só na zona euro existiam 14,15 milhões de homens e mulheres sem emprego.
A mesma fonte precisa que, em relação ao mês anterior, o número de desempregados disparou em 626 mil na União Europeia, dos quais 419 mil na zona euro.
Deste modo, a taxa de desemprego na União Europeia a 27 subiu para os 8,3% em Março, enquanto aumentou para 8,9% na zona euro, acima do esperado pelos analistas.
No espaço de um ano, o número de desempregados aumentou em quatro milhões na União Europeia e em 2,8 milhões na zona euro, precisa o Eurostat.
A maior taxas de desemprego continua a pertencer à Espanha (17,4%), seguida pela Letónia (16,1%) e Lituânia (15,5%). A taxa mais baixa pertenceu à Holanda, com apenas 2,8%. Portugal apresentou no terceiro mês do ano uma taxa de desemprego de 8,5%, ligeiramente superior à média da União Europeia, mas inferior à média da zona euro.
O Gabinete Europeu de EstatÃstica (Eurostat) revelou ainda que a inflação na zona euro se manteve nos 0,6% em Abril, o valor mais baixo desde que os dados são elaborados.
Nova pobreza vai nascer com medidas de austeridade
by admin on Nov.06, 2011, under Fome
O presidente do STE afirmou hoje que as medidas aplicadas pelo Governo no âmbito do Orçamento do Estado para 2012 vão conduzir à «construção de uma nova pobreza» em Portugal.
«O problema não é só um problema de redução de remunerações, é um futuro, mesmo, de construção de uma nova pobreza para os portugueses sem quaisquer perspectivas», disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço.
O dirigente do sindicato revelou que aquela entidade vai apresentar nova queixa junto do Tribunal Constitucional por ser «perfeitamente incompreensÃvel» que «um conjunto de trabalhadores pague aquilo que pode caber a todos os portugueses», tal como já foi apresentado e rejeitado pelo tribunal em relação ao Orçamento do Estado para 2011.
«[Tendo em conta] a manutenção da redução média dos salários em cinco por cento, com o dito aperfeiçoamento que não se descortina o que possa ser, não deixarÃamos de questionar essa redução dos salários, de novo, para resolver aquilo que é um problema nacional», referiu o presidente do STE.
Bettencourt Picanço disse, ainda, acreditar que no próximo ano o paÃs pode vir a sentir movimentações em termos sociais que digam «ao poder polÃtico que este não é, de facto, o caminho».
Os funcionários públicos vão ser novamente chamados a ‘pagar’ a factura da redução da despesa do Estado, mas a magnitude do esforço de contenção só será confirmada com a apresentação da versão final do Orçamento do Estado para 2012.
Para além da emblemática redução média de 5 por cento nos salários dos funcionários públicos e o congelamento dos salários durante
mais dois anos – havendo ainda margem para «aperfeiçoamentos» que podem passar por reduções adicionais -, os trabalhadores do Estado enfrentam um conjunto de restrições que vão encurtar ainda mais o rendimento disponÃvel das famÃlias.
Entre essas medidas encontra-se o aumento da idade mÃnima para a antecipação da reforma (de 55 para 57 anos), a racionalização das horas extraordinárias e ajudas de custo, a revisão de carreiras e suplementos remuneratórios, entre outras.
Lusa/SOL
Medina Carreira – Nem Jesus Cristo Teria Soluções ( Parte 1/3 )
by admin on Abr.02, 2011, under Fome
Medina Carreira – Nem Jesus Cristo Teria Soluções ( Parte 2/3 )
by admin on Abr.02, 2011, under Fome
Medina Carreira – Nem Jesus Cristo Teria Soluções ( Parte 3/3 )
by admin on Abr.02, 2011, under Fome
Há cerca de 210 milhões de desempregados em todo o mundo
by admin on Nov.30, 2010, under Desemprego
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que, actualmente, há cerca de 210 milhões de desempregados em todo o mundo, mais 30 milhões do que antes da crise.
Além do crescimento do desemprego, a OIT assinala uma quebra média de quatro por cento no valor dos salários reais. De acordo com a agência da ONU, só no grupo dos paÃses do G20 será necessário criar 21 milhões de empregos por ano ao longo da próxima década, para responder ao crescimento da população activa.
